Gabinete Poético

com Nelo Sebastián

Imagina que assistes a um espetáculo sem saber muito bem o que te vais encontrar. Quando chegas ao local, dirigem-te a uma sala escura. Recebem-te com um acordeão, e a partir daí vão-te pedindo que escolhas objetos, que lhes dês nomes, que toques uma caixa de música… As tuas decisões serão as que configuram este espetáculo de poesia, teatro de sombras, música e improvisação.
O resultado final é uma apresentação teatral em que se projetará o resultado do produto criado. Esprememos a esponja e do seu sumo despertam sombras, a palavra, a música y a cor. O espectador leva num papel o poema escrito e sairá da sala com uma experiência única, poética, íntima e difícil de explicar a quem quer que seja, despertando assim a curiosidade dos outros. Realizar-se-ão sessões contínuas de 8 minutos aproximadamente.

Entrada Livre

4 a 6 DE JULHO16:00-19:00Sala de Sócios do Clube da Sertã 

POESIA.COME

Intervenção poética em restaurantes e cafés pelo Coletivo R.I.R.

“Ó subalimentados do sonho / a Poesia é para comer.” (in “A Defesa do Poeta”, Natália Correia) 

Cumprindo o disposto no novo decreto-lei 999/2024, que regulamenta a atividade de estabelecimentos de restauração e similares, para facilitar a digestão dos comensais reunidos em cada mesa torna-se obrigatória a degustação de pelo menos um poema por refeição.

Nem precisa de pedir. O Coletivo R.I.R. (Rui Spranger, Isaque Ferreira, Renato Filipe Cardoso) serve-lhe uma dose generosa de poesia a la carte com os ingredientes e temperos exatos para lhe deixar um sabor agridoce nos tímpanos. No seu restaurante ou café de eleição. No final, não se espante se da conta constarem uns euros a mais. Afinal, os poetas também têm apetite, e estes três são verdadeiros alarves. É como diz o polvo: Quem não é para comer, não é para rimar.

4 e 5 DE JULHO  12:30|17:30|20:30Restaurantes e cafés da vila

Pinguim fora de portas

com Rui Spranger

As segundas de poesia do Pinguim Café acontecem há 36 anos. Iniciaram-se com o poeta e actor Joaquim Castro Caldas em 1988 que permaneceu até 1996, seguindo-se-lhe o poeta Daniel Maia-Pinto Rodrigues, o Amílcar Mendes, o Pedro Lamares, o Isaque Ferreira, a Cristina Bacelar e desde 2002, por Rui Spranger.
Sessão aberta às intervenções de leitura poética, replicando as icónicas noites de poesia do Pinguim Café conduzidas por Rui Spranger.

Entrada Livre

4 DE JULHO23:15 Mercearia do Largo

 

Espetáculo “Os Poetas: tour O Homem em Eclipse”

Com Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e Miguel Borges

Os Poetas – Rodrigo Leão e Gabriel Gomes, que aqui contam ainda com a voz de Miguel Borges e com o fantasma de Cesariny que vive eterno nas gravações – reencontram neste projeto essa poesia sempre nova do homem surreal que escreveu como pintou e que pintou como escreveu. Neste centenário do nascimento do poeta pintor, Gabriel Gomes no acordeão e Rodrigo Leão nos sintetizadores pintam também eles novos quadros sonoros para as palavras de Mário Cesariny, numa vénia que é agitação, que é demanda de novos sentidos porque a língua continua a desenrolar-se, a moldar-nos. O Homem em Eclipse é portanto uma celebração, com a matéria poética de Cesariny no centro, e a música e a voz de Miguel Borges a tomarem essa matéria como ponto de partida para uma fascinante viagem.
Uma viagem para que os ouvintes são também convocados e onde todos podemos tentar encontrar-nos.Talvez nos intervalos daqueles sentidos que permanecem.

Foto:©Rita Carmo

Entrada livre limitada à capacidade da sala

5 DE JULHO22:30Casa da Cultura da Sertã

Recital de Poesia e Harpa

com André Gago e Emanuela Nicoli

O poemário do recital centra-se em Camões, nos centenários Sebastião da Gama, António Ramos Rosa e Alexandre O’Neill e nos 50 anos do 25 de Abril (Natália Correia, Sophia de Mello Breyner, Manuel Alegre, José Gomes Ferreira, Ary dos Santos….)

Entrada Livre

6 DE JULHO00:20Cineteatro Tasso - Sertã (Palco das 24h a ler)

Despropaganda na Rua

com Paloma del Pillar, Rita Mendes, Miguel La Feria e Ricardo Fernandes

Momentos de interação em vários locais da vila da Sertã. Serão miniespectáculos, com interação improvisada, acompanhada pela leitura de textos e interpretação de canções alusivos ao tema “Liberdade e Resistência”.

Entrada Livre

6 de julho11h00 | 12h00 | 12h30 | 14h00 | 15h00 | 17h00 | 18h00 Ruas da vila da Sertã


Poesia à La Carte

Com Andante Associação Artística

A Chef Andantinni tem propostas poéticas para todos. Escolha do cardápio um poema e deguste-o nesta esplanada ao ar livre.
Venha viver uma experiência única!
Se num restaurante não está à espera que o seu prato seja servido a todos, aqui, o poema que escolheu, é só para si.
Temos o sistema tecnologicamente mais avançado para o levar das mãos da nossa Chef até aos seus ouvidos.

Poesia à la carte: um momento único na sua vida!

Entrada Livre

6 DE JULHO  
Poesia à La Carte 11:00Rua de Proença-a-Nova (Sertã)
Poesia à La Carte 16:30Recinto da Feira do Livro (Casa da Cultura da Sertã)

Espetáculo ''Despropaganda''

Paloma del Pillar, Rita Mendes, Miguel La Feria e Ricardo Fernandes

Despropaganda fala de canções de resistência e palavras de liberdade, numa evocação sobre os anos da ditadura em Portugal, bem como das lutas que se travaram noutros países e também na nossa região da Beira. Composto por textos e temas emblemáticos nacionais e internacionais, este é um espetáculo sobre a palavra e o seu poder para contrariar os limites impostos à expressão. Nesta mistura de concerto, recital e teatro, a apresentar em palco e na rua, será possível viajar pelas histórias de quem lutou para ser livre, em especial aqueles que ousaram resistir fora das grandes cidades. Despropaganda é, por isso, a nossa definição de liberdade de expressão, pensado para alimentar a esperança e o nosso dever: falar.

6 DE JULHO1:20Cineteatro Tasso - Sertã (Palco das 24h a ler)

Espetáculo "No tempo em que os animais falavam"

com Isaque Ferreira, Marco Figueiredo e Ana Madalena Ribeiro

Tal e qual o poema tão frágil, a tamanha liberdade.

É, quase, nada meio século deste bebé, de Abril, de dias. Muito há e afazer há. Cuidar todos os tons das flores rubras, a tanto ar das palavras, a música só imensa, os traços de maré e cor. Evitar algo a voltar-se em artificial. Conquistar, de ali de trás, o espaço bom e inteiro para o futuro.

Assim é no tempo em que os animais falavam...

...sobre a ilustração de a Constança, por rodeado trio Ianina Khmelik,Marco Figueiredo e Rodrigo Brito em geometrias e lugares sonoros, poemas próximos e ditos por Isaque Ferreira.

No tempo em que os animais falavam... cheia de sentido(s) esta liberdade.

6 DE JULHO02:05Cineteatro Tasso - Sertã (Palco das 24h a ler)

As Palavras que Restaram

com João Morales e Hernâni Faustino

Pandora mentiu. No fundo da caixa estavam também outras palavras. Dedicadas. Empolgantes.

Utópicas. Sexuais. Esta noite, vamos partilhá-las.

Entrada Livre

6 DE JULHO03:15Cineteatro Tasso - Sertã (Palco das 24h a ler)

DECLANTO

Com Miguel Calhaz e Rui Oliveira

(As histórias dos poemas das canções...) "Que histórias se escondem por detrás dos poemas das canções? Quantas palavras se diluem na escuta do poema de uma canção? E que diferentes interpretações de sentido fazemos das frases cantadas e declamadas? E como se espelham as mesmas na vastidão do nosso imaginário?”. Serão estas as principais reflexões que nos irão conduzir neste novo conceito de performance, aliando a declamação e a narrativa à canção.

"Declanto" um espectáculo que assenta na parceria dos dois músicos em torno dos poemas das canções de vários autores consagrados.

Entrada Livre

6 DE JULHO

08:30 | 11:20 | 16:55 | 20:55 Cineteatro Tasso - Sertã (Palco das 24h a ler)

Espetáculo “Partido Coração”

com Renato Filipe Cardoso e Rui David

Rui David e Renato Filipe Cardoso têm várias coisas em comum: além de amigos, foram jornalistas, são ambos locutores e criadores (o primeiro músico, o segundo poeta) e ambos se empenham e evolam nos insondáveis desígnios do coração, desde a empatia e comiseração pelo Outro à amizade, mas também aos bens e males do amor passional.

Diz-se que o Amor é o mais nobre, se não único, sentido da vida. Diz-se que o Amor é aquilo que faz de nós Humanos (demasiado?). Diz-se que só o Amor pode salvar o Mundo, querendo dizer-se o nosso mundo humano. A única verdade é, talvez, que ao Amor não são indiferentes sequer aqueles que o desconhecem.

No espetáculo “Partido Coração”, alimentado pelo canto do Rui e a declamação do Renato, convocam-se outros partidários do coração, músicos e poetas, para emparelharem numa narrativa cujo mote podia bem ser o verso-poema de Mário Cesariny «ama como a estrada começa».

Entrada Livre

6 DE JULHO15:35Cineteatro Tasso - Sertã (Palco das 24h a ler)

Árvores e outras espécies de verso: espetáculo poético pluridisciplinar

pelo Bairro dos Livros

Espetáculo pluridisciplinar, assinado pelo Bairro dos Livros, coloca em diálogo textos originais escritos e interpretados por Minês Castanheira e Raquel Patriarca, numa performance Live Act. Com vídeo ilustrado em palco pela artista plástica Catarina Rocha e paisagem sonora e movimento por Emilene Lima. 

Foto:©FolioObidos

Entrada Livre

6 DE JULHO19:30Cineteatro Tasso - Sertã (Palco das 24h a ler)

Contos e leituras marinadas em canções dispersas

com Jorge Serafim e Fernando Pardal

Jorge Serafim, contador de histórias, e Fernando Pardal, cantor e compositor, juntam-se para unirem textos com canções, para partilharem poemas tornados canções e palavras de dor e doçura com o intuito de recuperarem o tempo do silêncio demorado. Dos acordes singelos e doridos, renascem narrativas (contos) tradicionais africanos, índios, árabes e palavras de outros tantos autores (Eugénio de Andrade, Jorge Serafim, Al Mu’Tamid, Martinho Marques, José Afonso, António Botto, Vítor Encarnação, Eduardo Galleano).

Um lê e conta, o outro, canta, compõe e toca viola, criando um caminho para que de dois se façam um. Pelas palavras desfilam cumplicidade nua e crua, onde o único artifício é o da linguagem íntima apontada diretamente ao coração e à razão de quem ainda precisa de navegar pelos sentidos da linguagem.

Entrada Livre

6 DE JULHO21:30Castelo da Sertã

Puxa! Tenhamos fezes no futuro

stand-up poetry

Diz-se que isto está tudo um cocó. Uma merda! Não podemos ser pessimistas: para que o futuro não nos feda, cada qual tem de fazer a sua parte. Por outro lado, se a parte de cada qual fizer, regularmente, isto está tudo fedido o que equivale a dizer que teremos um futuro bem ‒ adubado. Portanto, aDubai ou idevos Qatar! A poesia, hoje e sempre, cumpre o papel higiénico de câmara de descompressão para as bostas do Mundo e, em simultâneo, de fertilizante com propriedades benfazejas para um futuro perfumado. Para este novo espetáculo de Stand-up poetry, o Coletivo R.I.R. (Rui Spranger, Isaque Ferreira, Renato Filipe Cardoso) vasculhou os confins da literatura latrina e reuniu escritores bem traquejados e as suas melhores caganitas metafóricas. Isto é, merdas avulsas. Cheira-me que vai ser de cagar a rir!

6 DE JULHO22:45Castelo da Sertã