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 Workshop de treino de leitura de voz alta "Entre nós e as palavras"

com Filipe Lopes (Cultiv - Associação de Ideias)

Oficina de preparação de leitores para a leitura em palco.
Inscrições limitadas até dia 22 de junho
Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes

26 e 27 DE JUNHO 16:00 às 17:30 

29 DE JUNHO 19:00 ÀS 20:30 

30 DE JUNHO 10:30 ÀS 12:00 

Oficina de Palavras "A invenção do amor"

com direção de Pedro Lamares

Vivemos a ser estimulados para a distração e o estímulo rápido. Para a urgência da opinião. Para a desinformação, a polarização, o medo e o ódio.
Em 2026, escolher um discurso de amor e empatia “com carácter de urgência” é um gesto revolucionário, posicionado, porventura político e seguramente contrário à corrente do algoritmo.
Daniel Filipe foi um enorme poeta da língua portuguesa, preso político, perseguido e torturado durante o regime da ditadura. Em 1961, em pleno “Estado Novo” de Salazar, o poeta cabo-verdiano publicou A INVENÇÃO DO AMOR.
65 anos mais tarde, o texto parece demasiado urgente para o nosso tempo. Um casal perseguido para que “a contaminação do amor não acorde a tolerância no coração das pessoas”. Que perigo, o que seria essa contaminação distópica de empatia, humanidade e afeto?
Dois anos depois do espetáculo ‘há quem tenha medo que o medo acabe’, criado e apresentado no festival, nasce um novo projeto no seio da ‘Maratona de Leitura’ da Sertã com uma base comum: trabalhar a memória e o futuro, com membros dos grupos de teatro locais e outras pessoas interessadas para a criação de um espetáculo inserido no festival, desta vez para o palco do castelo, na noite de encerramento.
Partindo do texto de Daniel Filipe, juntando com outros poemas, notícias e textos, deseja-se um espetáculo perigoso, evitável e potencialmente contagioso.
“É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia”

Destinatários: atores de teatro amador e outros interessados (a atividade exigirá trabalho com o corpo, pelo que os formandos deverão ter alguma robustez física para poderem acompanhar o trabalho)
Inscrições limitadas até dia 22 de junho.
Salão Nobre do clube da sertã

27 e 28 DE JUNHO 15:00 ÀS 19:00 

29 DE JUNHO A 3 DE JULHO 18:00 ÀS 21:00 

Oficina Não fui breve porque não tive tempo: Curso breve de microficção portuguesa [1990-2025]

com Paulo Pires

A contemporaneidade vive muito da brevidade, da fragmentação, da portabilidade, da hibridez e contaminação, da velocidade, da internet e da escrita digital. É esse o território, plural e poroso, por excelência da microficção, feita de experimentação, polissemia, transgressão da convenção, reescrita, reciclagem, ironia, nonsense, humor, paródia, jogo linguístico, ambiguidade, lógica desviante ou incomum, diálogo intertextual e metaficção.
A narrativa breve surge como uma espécie de poliedro irregular que procura aliar o rigor verbal do poeta à capacidade de síntese do aforista, instaurando-se como o género mais didático, lúdico, irónico e fronteiriço da literatura, mas também como um “antivírus” da mesma, quer ainda como textualidade que se enriquece e reinventa a cada nova leitura e interpretação.
Um dos aspetos mais estimulantes e interessantes da microficção prende-se com uma mudança de perceção social e cultural sobre a questão da brevidade: atualmente, tende-se, na maioria dos casos, a olhar para esta ideia/ferramenta como sinónimo de algo superficial, redutor, inacabado, fácil, “preguiçoso” até. Contudo, uma efetiva imersão no universo da microficção permite facilmente constatar – e o título deste curso é, desde logo, paradigmático a esse nível – que, do ponto de vista autoral/criativo, a escrita breve requer um tempo longo, labor textual, domínio linguístico, criatividade semântica e conhecimento intertextual, mas também implica, da parte do recetor, uma leitura atenta, demorada, focada, estimulante e com reverberações temporais.
Destinatários: Técnicos de biblioteca, mediadores culturais e artísticos, animadores socioculturais, artistas e outros criativos, professores, formadores e público em geral.
Inscrições gratuitas, limitadas, até dia 29 de junho
(I parte)
2 de julho10:30 às 13:00 Escola da Abegoaria (Sertã)
(II parte)
3 DE JULHO10:30 ÀS 13:00 Escola da Abegoaria (Sertã)

Curso de Narração Oral

com Rodolfo Castro

Destinatários: vencedores do CNLVA e público em geral (a partir dos 12 anos)

Inscrições limitadas até 29 de junho.

2 DE JULHO16:00 Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes

Oficina Alma Azul "É Assim o Amor"

com Elsa Ligeiro

A oficina é realizada a partir de poemas de Ana Luísa Amaral.

Destinatários: Público em geral

Inscrições até 29 de junho.

3 DE JULHO09:30 Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes

Oficina artística Amor-Manifesto

Lita Pedreira e Luís Geraldo (Estórias com Asas)

O que é o Amor? Como se manifesta no corpo, nos gestos, na voz, nas palavras? Qual o seu impacto na relação que estabelecemos connosco, com o outro, com a vida? Existe por si ou precisa de ser nutrido, pensado, sentido, tornado visível nas pequenas (grandes) ações do dia-a-dia?

Inspirados pelo poema Todas as cartas de amor são ridículas, de Álvaro de Campos, dá-se corpo e voz ao Amor e criamos um manifesto coletivo.

É fundamental que cada participante traga um objeto ao qual tenha uma ligação afetiva e roupa confortável.

Destinatários: a partir dos 15 anos
Inscrições até 29 de junho.

3 DE JULHO14:30-16:30 Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes

Bicicleta MANIFesta – que futuro queremos?

com AtelierSER - Interação Arte e Cidadania

Poesia para um referendo local sobre quem somos e o que queremos.
Qual o papel da Utopia na promoção da transformação social rumo a sociedades mais justas, equitativas e sustentáveis?
Para pensarmos neste tema apresentamos um projeto de arte participativa que pretende resgatar o espaço púbico como lugar de dignidade e cidadania, valorizando a memória coletiva e a dimensão criativa da pessoa humana. Partindo de um processo itinerante de escuta e criação coletiva, um mini laboratório de poesia e pensamento anda pela cidade de bicicleta, facilitando uma experiência de diálogo e interação convidando quem passa a cocriar manifestos poéticos realizados em serigrafia artesanal

Destinatários: público em geral

Participação livre

3 DE JULHO16:00-19:00 Alameda da Carvalha (Sertã)

Oficina Põe a mão na massa

com Bruno Mantraste

Nesta oficina vamos pôr as mãos na massa e vamos dar formas ao que nos vai na alma, usando a plasticina como tinta.
Uma atividade criativa e sensorial, resultando em obras únicas e cheias de textura, o resto é imaginação.

Público: dos 12 aos 90 anos

Inscrições limitadas até dia 29 de junho

4 DE JULHO10:00Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes (Sertã)

Oficina Momentos com Histórias: No Jardim do Pequeno Coração

com PIPA

Inspirado nos livros Corações aos Milhões, de Joana Lopes e Catarina Marques, e No Meu Coração Pequeno, de Jó Witek e Christine Roussey, este Momento com Histórias convida o público a embarcar numa viagem sensível e imaginativa pelo universo do Amor.
Dentro de uma mala muito especial escondem-se corações de todas as formas e feitios: corações a pilhas que nunca se cansam de bater, corações-cofre cheios de segredos, corações de poeta que falam em rimas, corações de pedra que aprendem a sentir e corações de manteiga que se derretem com um gesto de ternura.
Através das marionetes, das palavras e da música, percorremos o mundo inteiro à descoberta de milhões de corações diferentes — porque cada coração tem a sua história, a sua cor, o seu ritmo. E no coração pequeno de uma criança descobrimos um jardim secreto, repleto de flores, sonhos e muito amor para dar.
Esta performance celebra a diversidade dos afetos, a empatia e a beleza das diferenças, lembrando que, apesar de sermos únicos, todos partilhamos algo essencial: um coração que bate e que aprende, todos os dias, novas formas de amar.
Uma viagem delicada e poética que promete tocar miúdos e graúdos, abrindo espaço para sentir, imaginar e cuidar.
Mini Workshop no final, com um produto artístico para levar para casa.

Intérpretes: Patrícia Reis e Paulo Pires
Destinatários: Famílias
Inscrições gratuitas, limitadas, até dia 29 de junho

4 DE JULHO10:00 Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes

Oficina de colagem “Recortar e colar o amor”

com Erica Luz (uma parceria com a CENTR.ARTE)

Convidamos cada participante a viajar pelo universo da colagem. Usando recortes de revistas, pintura e palavras, vamos dar forma aos sentimentos. Vamos criar postais ilustrados e um pequeno livro artesanal com uma mensagem secreta. Não são precisos conhecimentos de desenho, apenas vontade de experimentar. No final, cada postal será uma pequena obra de arte, pronta a ser enviada pelo correio para surpreender alguém... ou para guardarem como lembrança.

Destinatários: dos 16 aos 100 anos

Inscrições gratuitas, limitadas, até dia 29 de junho

4 DE JULHO14:00-16:00 Centr.Arte (Sertã)