Manifestação “É urgente o amor” (Eugénio de Andrade)
A Maratona de Leitura terá início com uma manifestação pelo amor, a partir do verso de Eugénio Andrade "É urgente o amor”, do seu célebre poema Urgentemente.
Todas as pessoas e entidades são convidadas a se associar, trazendo um cartaz inspirado no verso de Eugénio de Andrade.
Todos os cartazes serão afixados no Jardim da Fonte da Boneca e estarão em exposição durante o Festival Literário Maratona de Leitura.
Destinatários: Público em geral
Inscrições limitadas até 20 de junho
2 de JULHO 10:00Av. Gonçalo Rodrigues Caldeira (Sertã) (concentração: Casa da Cultura)
Romance ao contrário: concerto narrativo ao piano
com Marco FigueiredoWilliam Faulkner disse um dia, que o escritor só escreve meio livro, a outra parte é escrita pela imaginação do autor, escreveu assim, até ao fim, sem esperar que o leitor concluísse o seu raciocínio.
Quando lemos um livro, é o texto que nos revela imagens, espaços e tempos onde imaginamos a ação desfiar-se. Aquilo que propomos neste concerto narrativo é o exercício inverso, baseados no recém-publicado livro “A sertã a preto e branco” “memórias de 1974”, alguns escritores convidados vão estar no palco, a desfiar as meadas de película criativa que lhes perpassam os obturadores do hemisfério direito, baseados nas imagens do livro, projetadas na tela.
O público pode, e deve intervir, ao acender um foco de luz, dará indicação ao responsável técnico que tem algo a acrescentar ao entrelaçar de vidas e espaços criados em tempo real.
Ao longo de todo este processo, o pianista Marco Figueiredo vai criando uma banda sonora, em tempo real, de toda a ação criada.
Um espetáculo para testar a capacidade de improvisação de todos os intervenientes, e talvez a capacidade de memória de alguns espetadores.
Quem sabe, alguém presente, foi presença do histórico passado, quem sabe, alguém presente, será presença histórica futura.
Quem pretender participar na construção do romance, deverá inscrever-se na Biblioteca Municipal até dia 29 de junho
Entrada livre
2 DE JULHO19H30Casa da Cultura da Sertã
Pinguim fora de portas
com Rui Spranger e Rui DavidAs segundas de poesia do Pinguim Café acontecem há 33 anos. Iniciaram-se com o poeta e ator Joaquim Castro Caldas em 1988 que permaneceu até 1996, seguindo-se-lhe o poeta Daniel Maia-Pinto Rodrigues, o Amílcar Mendes, o Pedro Lamares, o Isaque Ferreira, a Cristina Bacelar e desde 2002, por Rui Spranger.
Sessão aberta às intervenções de leitura poética, replicando as icónicas noites de poesia do Pinguim Café conduzidas por Rui Spranger.
Destinatários: Público em geral
Entrada Livre
2 DE JULHO23:00 Clube Bonjardim (Cernache do Bonjardim)
3 DE JULHO21:00 Largo de S. Sebastião (Sertã)
As Pequenas Mortes, performance poético-musical
com Miguel Calhaz, Pedro Simões e Filipe LopesCom Copos & Letras (uma parceria com a APROSER)
Destinatários: Público em geral
Entrada livre
Seguido de: Lançamento do livro Kama Suletra, com coordenação de Renato Filipe Cardoso
3 de julho00:00Capela do Convento da Sertã Hotel
Barco Doido
Com Miguel Calhaz e Ricardo GrácioO Barco Doido está aparelhado e pronto para partir. Quer vogar, partir para ver, para ouvir. “Maravilha, maravilha!”, assim chama o porto em que irá querer fundear. Maravilha nas coisas do seu e de outros
tempos, suas e de outros, histórias que, independentemente da origem, cantará como suas no seu palco-convés. Navegação pelo espanto, ponto cardeal de toda a viagem de encontro.
Barco Doido são Miguel Calhaz e Ricardo Grácio, e os embarcadiços ocasionais que se encontram com a sua navegação.
Entrada Livre
3 DE JULHO 19:00Escadaria do Convento da Sertã Hotel
Espetáculo “Zeca Medeiros - A Dúvida Soberana”
com Filipa Pais (voz), de Jorge A. Silva (piano), Gil Alves (sopros e percussão) e Rogério Cardoso Pires (guitarra)O cantautor Zeca Medeiros lançou a "A Dúvida Soberana", que se trata de um projecto conceptual, onde o artista micaelense surge rodeado de uma série de grandes instrumentistas e algumas brilhantes vozes do nosso panorama musical - Filipa Pais, João Afonso, Katia Guerreiro, Carlos Guerreiro, Manuel Rocha, Rafael de Carvalho, Carlos Peninha, só para citar alguns - abordando a temática das viagens marítimas, onde até na composição de abertura do disco se celebra o “achamento” da Ilha de Sta. Maria.
Zeca Medeiros mais uma vez surpreende pela sua veia criativa e pela excelência das propostas, ao mesmo tempo que se transforma de novo num romeiro de aventuras terrenas e marítimas e, acima de tudo, num carismático alquimista da música popular portuguesa.
Ao vivo, neste espectáculo, apresenta-se acompanhado da sua convidada especial Filipa Pais (voz), de Jorge A. Silva (piano), Gil Alves (sopros e percussão) e Rogério Cardoso Pires (guitarra).
Destinatários: Público em geral
Entrada livre, limitada à lotação da sala.
3 de julho22:00 Casa da Cultura da Sertã
Espetáculo de Stand-up-poetry "Amor tecedores aos saltos"
com o coletivo R.I.R.Basta de amar perdidamente! Em palco, o Coletivo R.I.R. ensina a instalar e utilizar o gps poético para navegar nas estradas tortuosas e engarrafadas da maior empreitada humana: o Amor. Rui Spranger, Isaque Ferreira e Renato Filipe Cardoso reúnem, com borboletas na barriga, os mais lamechas (e sórdidos) poemas de que há memória desde que Ilona Staler foi eleita deputada ao parlamento italiano. Sem surpresa, acabam na cama, porque o amor foi comprar cigarros e demora a regressar, mas, entretanto, a taquicardia não se detém. E, como diz a dona Gertrudes quando o senhor Amílcar do talho lhe entrega em casa, a carne é fraca. Não esqueça: Amar e Amar, há ir e voltar.
Entrada livre
4 DE JULHO00:20Palco da 24H a Ler (Cineteatro Tasso - Sertã)
Recital Colher Palavras no Centenário de Júlio Pomar
por João MoralesPequeno recital preenchido com poemas de Júlio Pomar (1926-2018), no âmbito do centenário do seu nascimento.
No final, a coroar o momento, será lida uma crónica de António Lobo Antunes sobre o próprio.
Entrada livre
4 DE JULHO02:25Palco da 24H a Ler (Cineteatro Tasso - Sertã)
Espetáculo Partido coração
com Renato Filipe Cardoso e Rui DavidO Partido Coração regressa à Maratona de Leitura para voltar a ter repartido o coração. Repartido em poemas e canções que nos reúnem em torno do amor, repartido em momentos que nos apontam “uma pequenina luz” que brilha, pode brilhar se assim o permitirmos, dentro de nós. As vozes de Rui David e de Renato Filipe Cardoso amam, sem pressa, as palavras.
E, se souberes escutar, por dentro, talvez te ilumines o suficiente para acreditar.
Entrada livre
4 DE JULHO15:30Palco da 24H a Ler (Cineteatro Tasso - Sertã)
Sessão de escuta + Brincadeira Sonora
com Oriana Alves“É muito melhor ouvir do que ver.”
“Se ouvíssemos mais, talvez aprendêssemos um bocadinho mais.”
“Ouvir sem ver é mais engraçado.”
“Quando se ouve consegue-se imaginar mais do que quando se vê.”
“Vale a pena ouvir mais rádio e ver menos televisão.”
“Ouvir é mais engraçado do que ver.”
“O som parece que desaparece quando estamos a ver.”
“Ouvir é bom.”
“Ouvir é uma virtude”
Destinatários: famílias
Inscrições gratuitas, limitadas, até dia 29 de junho
4 DE JULHO16:30-17:30Sala de Sócios do Clube da Sertã
Espetáculo "Barco do Amor"
com Renato Filipe Cardoso e Rui DavidEra a idade da inocência. Havia um barco onde, todas as semanas, o amor subia a bordo do ecrã e ainda não se lhe conhecia enfado nem enjoos que impedissem ou malograssem a viagem. Rui David e Renato Filipe Cardoso recordam esses tempos, com poemas e canções que divertem e subvertem a lógica tantas vezes cruel do amor. E se o amor é centelha para rejubilarmos, perguntam ao público, em toada revivalista, o coração dança?
Destinatários: a partir dos 16 anos
Inscrições limitadas até dia 29 de junho
4 DE JULHO18:00Local: Praia Fluvial do Trízio (saída da Biblioteca Municipal às 17h15)
Espetáculo Antero & Calhaz | Soundscape Jazz Unidos
com Luís Antero e Miguel CalhazUnidos por um forte respeito pelo património imaterial, em particular aquele relacionado com a sua dimensão sonora e musical, Luís Antero e Miguel Calhaz uniram-se para criar um projeto singular que teve em Cernache do Bonjardim a sua estreia, no âmbito da produção do arquivo sonoro do património imaterial fluvial, Lugares da Memória: Cernache do Bonjardim, tendo por base o saber fazer ligado à pesca no Rio Zêzere, apresentado na edição de 2025 do Festival do Rio. Tal como apresentado na igreja matriz daquela localidade do concelho da Sertã, fazem uso de gravações sonoras de campo realizadas por Luís Antero e do contrabaixo e voz de Miguel Calhaz, construindo paisagens sonoras únicas e irrepetíveis. Apresentaram-se ao vivo na aldeia do xisto de Gondramaz - Serões do Gondramaz - e no internacional Festival Jazz ao Centro, ambos a convite do Jazz ao Centro Coimbra.
Entrada livre
4 DE JULHO18:10Palco da 24H a Ler (Cineteatro Tasso - Sertã)
Espetáculo Pólen, com Carolina Morais Fonseca, José Carlos Tinoco e Sara Costa
Interpretação dinâmica de textos sobre a temática do amor O Corvo, de Edgar Allan Poe, Livro da Dança, de Gonçalo M. Tavares e O Amor de Isidoro Ducasse Comte de Lautréamont, de António Maria Lisboa, com uma banda sonora em contínuo com várias dinâmicas, do ambiental ao mais puro lirismo/romantismo. Poderão ser apreciados movimentos do corpo em ondulações, numa conjugação com a palavra e a música e momentos de estaticidade com relevância para expressões faciais.
Os dois elementos femininos irão intervir vocal e pontualmente, acentuando diálogos e criando vibrações atmosféricas com processamento eletrónico.
Entrada livre
4 DE JULHO19:30Palco da 24H a Ler (Cineteatro Tasso - Sertã)
Espetáculo Linha do Amor
com André Pinto, Levi Pereira Galaio, Miguel La Féria, Paloma del Pillar, Ricardo Fernandes e Rita MendesHá os que amam perdidamente e os que contra a morte e o amor não têm quem lhes valha. Os que se transformam na coisa amada e os que se ferem entre o amor e a razão, sufocam e trocam tudo pelo outro, se for preciso. Os que querem dizer algo cheios de razão, mas falta-lhes sempre um girassol, uma pedra, uma ave, qualquer coisa extraordinária para dizerem que amam. Os que seguem na aventura dos sentidos, com taras e manias, e as que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas.
Linha do Amor parte desta pluralidade para construir um espetáculo sobre o amor em múltiplas formas: do romântico ao social, do cómico ao trágico, do proibido ao que esconde o machismo, a violência e o ódio, seja um amor convencional, diferente ou não correspondido.
A cruzar todas estas histórias, tempos e personagens, um telefone puxará o fio a um novelo de experiências humanas, convocando vozes da música e literatura portuguesas. Anúncios, recortes de jornais e cartas (umas ridículas, outras não) ajudarão a construir este mosaico de amores fragmentados.
Na intersecção entre leitura, música e performance, com palavras que se revelam e outras que não se sabem revelar, este será um espetáculo criado de raiz para a Maratona de Leitura da Sertã, apresentado como uma linha de amores que se cruzam, se interrompem e se prolongam, chamadas num telefone que toca a toda a hora.
Entrada livre
4 DE JULHO21:00Palco da 24H a Ler (Cineteatro Tasso - Sertã)
Espetáculo da Oficina de Palavras: A invenção do amor
com direção de Pedro LamaresPartindo do texto de Daniel Filipe, juntando com outros poemas, notícias e textos, deseja-se um espetáculo perigoso, evitável e potencialmente contagioso.
“É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique
Antes que a invenção do amor se processe em cadeia”
Interpretação dinâmica de textos sobre a temática do amor O Corvo, de Edgar Allan Poe, Livro da Dança, de Gonçalo M. Tavares e O Amor de Isidoro Ducasse Comte de Lautréamont, de António Maria Lisboa, com uma banda sonora em contínuo com várias dinâmicas, do ambiental ao mais puro lirismo/romantismo. Poderão ser apreciados movimentos do corpo em ondulações, numa conjugação com a palavra e a música e momentos de estaticidade com relevância para expressões faciais.
Os dois elementos femininos irão intervir vocal e pontualmente, acentuando diálogos e criando vibrações atmosféricas com processamento eletrónico.
Entrada livre
4 DE JULHO21:45Palco da 24H a Ler (Castelo da Sertã)
Espetáculo Ainda assim, Amar
com André Neves (Maze), Francesco Valente e Maria Caetano VilalobosEm Ainda assim, Amar, a palavra desenha uma travessia pelas múltiplas formas do amor num tempo marcado pela fragmentação e pela distância. A partir de uma seleção de poemas de André V. Neves (MAZE), o espetáculo percorre o encontro, a intimidade, a ruptura e a perda, revelando o amor não como ideal, mas como prática imperfeita, consciente e necessária.
Em diálogo com as sonoplastias de Francesco Valente, e com a presença de Maria Caetano Vilalobos, a voz constrói um espaço de escuta e confronto onde amar é também resistir, cuidar e recomeçar.
Entrada livre
4 DE JULHO23:00Palco da 24H a Ler (Castelo da Sertã)

